domingo, 18 de novembro de 2012
domingo, 4 de novembro de 2012
Dúvida
Me pergunto todos os dias: de que é que sou feita? Talvez de sonhos, talvez apenas só de água. Talvez não seja feita, talvez seja só ilusão. Ou talvez seja só de carne e osso, e sem humanidade, sem alma - ela existe? Talvez o próprio feito não exista...
A naturalidade da forma como me debato a mim mesma, faz-me filosofar sobre factos inexistentes... mas se eles não existem como posso filosofar? e se existem, de que são feitos? como somos feitos? quando, onde? E me pergunto intrigada: quando começou o principio, e o que ouve antes deste? Então, numa pressa, esqueço o cansaço e, finalmente, dou ouvidos á voz que existe dentro de mim, e que me pergunta: como tudo é feito... da mais gigantesca dúvida, até ao mais pequeno detalhe?
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
A nossa história ainda não acabou
A tentação permanente que desenhas com os teu lábios se solta no infinito do inacabado. Em pânico te refugias no ser da essência e, como um acorde de guitarra, me falas bem alto sobre inocências e coisas deslumbrantes que vais descobrindo na tua vida. O amadurecer vai a podre; eu e tu somos assim, é o que dizes. E não quero acabar com tudo; e não quero, acima de tudo, que acabes, porque tu e eu ainda temos muito para escrever na fina linha da estrada da nossa história, que preenche vivamente o nosso futuro.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Não me imagino sem ti
Vou moldando-te no meu pensamento, mas nada me valhe de o fazer. Não vais cair no pó do esquecimento - e isso é a flecha de poucas certezas que insiste em fazer-me de alvo.
A utopia de sentimentos acorda-me durante a noite, com sonhos misturados com pesadelos medonhos, onde grito por ti, e não me acodes. A falta da tua resposta é o essencial para criar este pesadelo, onde o papel de ator não passa de um secundário e de um pobre infeliz de cor diferencial.
Flores me vão descobrindo, e eu as vou descobrindo também, pouco e pouco. Falo de flores, porque elas me deixam em paz profunda, mesmo sendo elas quem decoram campas de mortos e funerais. E elas vão levando o meu passado para longe, tão longe que quase perco o meu presente. E tu, serás esquecido. Ou não.
Espero te ver. Em breve.
domingo, 21 de outubro de 2012
Segredo

O segredo esvoaçou-se para longe com medo de que as tintas dos seres o pintassem. Levemente passou por sítios desconhecidos, desvanecendo-se e, pouco a pouco, fazendo-se tornar em algo totalmente diferente. Todos o conheciam agora, já não era mais um segredo, mesmo que insistisse que fosse, a filosofia da vida o dizia que não, e ele, indisciplinado, tornava-se na questão.
foi escrito á pressa, mas espero que gostem! :)
domingo, 14 de outubro de 2012
A Rainha da Estação de Gasolina
Ela se intrigava sob o facto de ninguém lhe dizer um Olá que fosse. Na verdade não a admirava, porque era filha do dono da estação de gasolina. Ninguém iria querer uma pessoa que vestia um macacão horroroso todo o dia e tivesse a pele manchada com nódoas negras de petróleo, nem muito menos uma rapariga que se divertia a atender simples camionistas que insistiam sem propósito, apenas por mal educadez, escupir para o chão.
Então ela olhou para o céu-névoa, onde se encontravam fragmentos de luz e respirou o seu ar até tomar no pensamento algo divinamente verdadeiro: era ela, uma rapariga suja, que se divertia com pouco, mas era ela a Rainha da estação de gasolina.
Lana Del Rey - The queen of gas station
sábado, 13 de outubro de 2012
''O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até ti''

A utopia de sentimentos me vão penetrando a alma, fazendo sucumbir até mesmo o mais efemero ser á face da terra... e eu me encolho, como estivesse com medo de algo; como não pudesse respirar. Aí me recordo que parte de mim são estrelas, o resto são borboletas que insistem em pousar no pior e delimitado de mim. Dou um olhar debruçado sobre as coisas estranhas do planeta e, como um extraterrestre, solto então por fim as borboletas em liberdade para que estas um dia, já cansadas de mim e do seu próprio ser, se mastiguem sob um novo refluxo estrelar da nascente cristalina das montanhas frias.
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